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Releitura da obra 'O Grito', 1893 de Edvard Munch.

Feita com marcador permanente e canetas hidrográficas sobre tela.

É uma crítica à poluição com a qual somos obrigados a conviver diariamente. Confeccionada no ano de 2014, em que corriam as eleições de Alckmin vs Dilma e ano do auge da música "beijinho no ombro" de Valesca popozuda, ainda se trata de um tema atual; em que o cidadão comum se encontra em estado de colapso e desespero total, pois a sociedade em que está inserido segue habituada a desrespeitar a natureza, agindo com indiferença com relação às suas origens que vem da Terra, reconhecendo que mesmo desejando o contrário, se vê sem alternativas diante da poluição visual, sonora, atmosférica e aquática que ocasionam na morte de diversos animais, simbolizada em São Paulo, fortemente pelo Rio Tietê, também a poluição industrial, química que inúmeras vezes é descartada de forma incorreta e em locais inapropriados, representada pelo lixo tóxico, diversos resíduos sólidos descartados de forma indevida na água e nas vias públicas. Os automóveis com suas buzinas, sons comuns e sistemas de som potentes, que se misturam nas cidades, poluindo não só o ar e com os ruídos, mas também causando estresse cada vez maior, o que piora a qualidade da saúde pública, que, por sua vez, se depara com total descaso e satirização dos governantes e da mídia, que nos vendem conteúdo raso e superficial, supervalorizando o consumo dispensável e cada vez mais frequente.

 

 Exemplar único no mercado.