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Marginal alado / 30x40/ Tinta acrílica e marcador permanente sobre tela.

Obra pertencente à coleção “Pichação”, acervo de 5 obras, sendo uma delas composta de duas telas, para exposição temática.

Traz a atenção do apreciador para artistas/vândalos que arriscam a própria vida em prol da exposição de sua criação de arte/vandalismo estético, muitas vezes repudiado pela sociedade. Alguns até perdem a vida em pichações que demandam escalada externa, entre outras atividades arriscadas, que, ao morrerem, auxiliam outros que ainda às praticam em vida (produzida no dia de finados, no Brasil, em homenagem a estes que se foram). Os pichadores que, muitas vezes, atingem alturas inacreditáveis em diversos tipos de construções, só podem estar protegidos por forças invisíveis, enquanto atingem patamares assustadoramente altos, sem qualquer tipo de segurança física, por fim, sendo condenados com a desaprovação social. A rua, enquanto espaço público, traz o questionamento de onde termina o espaço privado e a quem ele pertence; trazendo à tona o desejo por visibilidade de uma classe social apagada pelos valores da mídia e das classes mais abastadas.

Há, inclusive, referência à obra 'O Grito' de Edvard Munch, em uma das janelas do edifício, estando o observador, impressionado pela altura atingida pelo pichador, por este estar sendo auxiliado por um ser não-humano, ou mesmo pela tamanha ousadia do sujeito.

A obra contesta valores, objetivos, superação de limites e livre-arbítrio.

Obra original disponível.